Há coisas que só se aprendem pelo caminho, à porta fechada, a tentar perceber o que fazer a seguir com um caso que deixou poucas certezas. E há coisas que só se aprendem depois — quando se percebe que ser psicóloga não é só saber psicologia, é também construir uma carreira que faça sentido e que permita continuar a ajudar mais e melhor quem nos procura.
Foi assim que cheguei aqui: anos de prática clínica, equipas para coordenar, estágios para supervisionar, e a certeza de que ninguém devia ter de escolher entre falar dos seus casos ou falar do rumo que a sua vida e carreira estão a tomar. Por isso, o meu espaço de Supervisão junta as duas coisas — porque, na prática, nunca estiveram separadas.
Não é só sobre resolver o dilema técnico do momento. É também sobre manter clareza quanto ao que realmente importa na forma como se quer exercer — e conseguir agir de acordo com isso, mesmo quando o caminho não está todo definido. Um caso clínico difícil raramente é só clínico; é também uma oportunidade para se reconhecer nos valores com que se quer continuar a construir profissionalmente.
E há também tempo para a parte que poucas vezes se nomeia: a dúvida que fica depois de uma sessão que não correu como se esperava, a exigência que qualquer psicólogo tende a ter consigo próprio, o cansaço de segurar tanto pelos outros. Ninguém que exerce esta profissão está isento disso — faz parte do ofício! Este acompanhamento também é um lugar para olhar para essas dificuldades com a mesma gentileza que se procura oferecer aos pacientes, em vez de as tratar apenas como falhas a corrigir.
Para quem?
Para psicólogos. Pode ser alguém a dar os primeiros passos, ainda a meio do estágio curricular ou do estágio de psicólogo júnior. Pode ser alguém com prática já consolidada, à procura de um espaço regular para discutir os seus casos. Ou pode ser que a questão do momento não seja bem um caso clínico — seja mais sobre que rumo dar ao consultório, à carreira, ao que vem a seguir.
O que se trabalha?
A discussão de um caso e a discussão sobre o rumo profissional ou o equilíbrio pessoal raramente ficam separadas — costumam misturar-se numa mesma conversa, e é assim que este acompanhamento funciona também. Ainda assim, para que fique claro o que está incluído:
- Discussão de casos clínicos, com o enquadramento teórico e técnico necessário.
- Mas também é sobre isto...
Ao longo do acompanhamento, estes são alguns dos temas que costumam aparecer, com mais ou menos peso consoante o que cada percurso precisa:
- Gestão da prática privada — precificação de sessão, obrigações fiscais e administrativas, tudo aquilo que a faculdade não explica sobre gerir uma prática privada (mas que ser filha de contabilista ajudou a querer aprender...)
- Comunicação profissional — com pacientes, potenciais ou já em acompanhamento, e com colegas em articulação inter ou multidisciplinar.
- Posicionamento e identidade profissional — construir uma presença que reflita quem realmente é como clínico, sem ter de encenar uma versão para as "montras sociais".
- Visibilidade ética — mostrar trabalho real, com conteúdo estratégico, sempre dentro do código deontológico e sem promessas irrealistas.
- Diversificação da atuação — referenciação, articulação com outros profissionais de saúde, responsabilidade social.
Como funciona, na prática
Sessões individuais (quinzenais ou mensais), presenciais em Alcobaça ou Leiria, ou online, consoante o que for mais prático.
Para começar
Basta uma mensagem. Não precisa de ser nada formal — só uma ideia do que pretende neste momento, para perceber se este acompanhamento faz sentido: Enviar mensagem Whatsapp
